Concentrados
na sede da reitoria da UFPE, desde as 8h, na manhã desta segunda-feira, os
Técnicos Administrativos realizaram a primeira manifestação da greve da
categoria aprovada na última assembleia, no dia 19 de março. No ato, os
trabalhadores expuseram os motivos da paralisação, em particular os motivos do
ato de deflagração de greve se dar na sede administrativa da universidade, pois
segundo várias intervenções, assim como foi à Ebserh, toda ação de ataque aos
interesses dos Técnicos Administrativos da universidade, partidos do governo
federal, estão sendo intermediado de dentro do gabinete do reitor Anísio
Brasileiro.
Já
na concentração o clima do início do movimento foi muito positivo, pois se
apresentaram diversos setores e departamentos do campus, o que mostra uma
disposição de crescimento e fortalecimento da greve. Durante a atividade foi distribuído
panfletos contendo a pauta de reivindicações e foi convocada uma assembleia dos
trabalhadores para amanhã (25), às 9h, na sede do SINTUFEPE.
Ainda
na concentração, o movimento tratou de “recepressionar” o reitor Anísio,
durante sua chegada, cobrando o cumprimento das promessas de campanha para o
reitorado, que ainda não foram cumpridas, entre elas às 30 horas de carga
horária, com turnos contínuos, presente na pauta de reivindicações desta greve.
Também na ocasião tomou a palavra o Deputado Federal, Paulo Rubens Santiago, em
solidariedade ao movimento.
Durante
a tarde, às 14h está prevista a realização da reunião do Comando Local de Greve,
que ira preparar o calendário de mobilizações e planejar a assembleia de amanhã.
O SINTUFEPE convida os Técnicos Administrativos para comparecer na reunião do
Comando, visando deliberar e contribuir de forma direta na construção de um
movimento forte e vitorioso.
Segue abaixo link das fotos do movimento paredista da categoria. Acesse:
Greve dos Técnicos Administrativos da UFPE 2014
24 março, 2014
21 março, 2014
Agora é greve e tudo vai parar na UFPE!
É evidente que a greve dos
Técnico-Administrativos da UFPE afetará muitos serviços na Universidade, isso
faz parte do conflito estabelecido. É uma resposta lógica à intransigência
direta do governo federal em não querer negociar com a categoria, que exige
para além das resoluções para as demandas do Acordo da Greve de 2012, tais como
racionalização de cargos e reposicionamento dos aposentados, a implantação dos
turnos contínuos com uma jornada de trabalho de 30 horas semanais; aprimoramento da carreira;
ascensão funcional; isonomia e valorização dos benefícios entre os três
poderes; liberação dos dirigentes sindicais para exercício de mandato
classista; e revogação da lei de criação da Empresa Brasileira de Serviços
Hospitalares (EBSERH). Isso sem levar em conta que o acordo de 2012,
o qual estabeleceu 15,8% em três parcelas (2013, 2014, 2015), não considerou a
inflação de 5,9% ao ano, levando os técnico-administrativos a perdas de mais de
30%, sabido que nem a inflação do período de 2010 a 2012 (22,80%) fora reposta.
E numa conjuntura de ano eleitoral, o objetivo é arrancar um novo acordo com recomposição de perdas, através de aprimoramento
da Carreia, incrementado diferencial de piso salarial e step na tabela do PCCTAE
(Plano de Carreira dos
Cargos Técnico-Administrativos em Educação). Outro elemento é a
disputa contra a implantação da EBSERH. Estabelecida a greve, vamos ocupar
espaços na mídia contra esse modelo de gestão burocrático de intervenção do
governo federal na “autonomia universitária”, principalmente denunciando a
destruição do PCCTEA, com a contratação de pessoal via processo seletivo e não por
concurso público pelo RJU muitos destes cargos com salários muito superiores
aos pagos aos servidores das Universidades. Também, nossa greve tende a crescer
no início de abril com a adesão de outros setores do Serviço Público,
principalmente na Educação. Lutando pela pauta geral.
A direção do movimento paredista buscará demonstrar
para a sociedade a importância dos TAEs no processo de produção da
Universidade, quão fazem falta os Técnico-Administrativos paralisados, assim
foram as greves dos bancários, dos rodoviários, e um exemplo importante a dos
garis da Cidade do Rio de Janeiro, em pleno Carnaval. Sem luta não há conquista!
E motivados pela unidade do movimento vamos parar todas as atividades, mantendo na conformidade da legislação em
vigor o que é essencial, no percentual estabelecido em Lei e a informação
já foi repassada ao Reitor da UFPE e Superintendente do HC (Ofício
64/2014 SINTUFEPE).
Chama-nos
atenção a matéria publicada na Folha/PE “Bibliotecas da UFPE recebem
reforço de quase 24 mil novos livros”, quando um agente público
informa divisão no movimento, não confirmada pelo sindicato, firmando que os
mais de 23.900 livros
adquiridos pela UFPE serão catalogados, mesmo que em período de greve. O desafio está posto! E na história das lutas
na UFPE, comprova que o segmento de Bibliotecários(as)nunca se esquivaram da
luta, e não será nesse momento que vão se esquivar, pois sabem, que tudo pode
esperar e vão demonstrar sua importância (valor) institucional. E aquele que
tem a pressa para a catalogação, que informe ao governo, que a coisa não anda
por causa da greve, que o quanto antes abrir a negociação que ponha fim ao
conflito, melhor para todos (UFPE e Alunos). O mesmo, afirmamos para os
trabalhadores do HC, que insatisfeitos por terem sido “cedidos” pela canetada
do Reitor Anísio Brasileiro para a EBSERH, vão participar desse movimento, de
forma intensa, transformando a indignação em potência no movimento paredista,
pois derrubar a EBSERH é possível.
No Hospital das Clínicas a situação continua
de pior a pior, contradizendo o discurso do Reitor Anísio que com a EBSERH em “um
mês tudo seria resolvido”. Ainda persistem os problemas dos elevadores, falta
de manutenção, trabalhadores de empresas terceirizadas não recebem em dia os
seus salários, falta de medicamentos, materiais para exames, materiais
cirúrgicos, etc. O SAME (Serviço de Arquivo Médico e Estatístico) hoje
funcionando em antigo corredor, já apresenta
rachaduras nas paredes, o local é inadequado para suportar o peso em sobre
carga. Denuncias sobre abalos da estrutura do prédio já foram denunciadas pelo
SINTUFPE as autoridades (Defesa Civil, CREA-PE, Ministério Público e Ministério do Trabalho) solicitando estudos técnicos que resguarde
a segurança dos trabalhadores e usuários do HC. Também acusamos, que a EBSERH
diminuiu o número de servidores no Setor de Marcação de oito para dois,
comprometendo ainda mais o atendimento aos usuário, ampliando os problemas das
filas e espera para uma marcação.
Agora é
greve e tudo que é serviço vai parar (Bibliotecas, Escolaridades,
Secretarias, Hospital das Clínicas, etc.) a partir do dia 24 de março,
segunda-feira. Todos ao primeiro ato da greve na frente da Reitoria da UFPE,
concentração com início às 08:00h. Greve que terá certamente o reforço da
juventude, pois o direito de greve é garantido para aqueles em Estágio
Probatório. Veja aqui Cartilha sobre greve no Setor Serviço Público do
Coletivo Jurídico da Fasubra-Sindical (Cartilha).
Só conquista
quem luta!
O Sindicato só é forte com você na luta!
20 março, 2014
Informativo nº01 Comando de Greve
Na última quarta-feira, dia 19 de março, a categoria da UFPE decidiu em assembleia aderir à greve deflagrada pela FASUBRA Sindical desde o dia 17.
Levando em conta o contexto de lutas do ano de 2013, a realização da COPA do Mundo e as negociações infrutíferas com o Governo, os presentes aprovaram a greve pelos seguintes pontos de pauta em nível nacional:
- Aprimoramento da carreira - piso e step (em base ao acumulo histórico da categoria já deliberado, o detalhamento será apresentado pela direção nacional às assembleias);
- Extensão do art. 30 da lei 12772 /12;
- Ascensão funcional;
- Cumprimento integral do acordo da greve de 2012, reconhecendo os certificados de capacitação que os aposentados já possuíam quando da constituição da carreira, e cronograma com resolutividade para a negociação dos relatórios de todos GTs;
- Reconhecimento dos cursos de mestrados e doutorados fora do país;
- Aproveitamento de disciplinas da pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) para pleitear incentivo a capacitação
- Turnos contínuos, com jornada de trabalho de 30 horas sem redução salarial para manter a universidade aberta nos três turnos;
- Revogação das ONs (Orientações Normativas), que tratam da contagem do tempo especial convertido em tempo comum (insalubridade, periculosidade, penosidade);
- Revogação da Lei EBSERH com concurso público pelo RJU, pela aprovação da ADIN;
- Não a perseguição e criminalização da luta! Democratização já!
- Liberação de dirigentes sindicais para o exercício de mandato classista;
- Construção e reestruturação das creches nas universidades para os seus trabalhadores sem municipalização.
As entidades do funcionalismo já desenvolvem campanha envolvendo:
- Definição da Data-Base em 1º de maio;
- Política salarial permanente com reposição inflacionária, valorização do salário base e incorporação das gratificações;
- Cumprimento por parte do Governo dos acordos e protocolo de intenções firmadas;
- Contra qualquer reforma que retire direitos dos trabalhadores;
- Retirada dos PLs, MPs, Decretos contrários aos interesses dos servidores públicos;
- Paridade e integralidade entre ativos, aposentados e pensionistas.
- Isonomia e valorização dos benegfícios entre os três poderes;
- Antecipação, para 2014, da parcela de reajuste de 2015.
Convidamos a categoria a conhecer a pauta e construir uma luta conjunta pela base!
Participemos das atividades de greve para construir a mobilização na UFPE.
Calendário de lutas
Segunda-feira (24/03/2014)
08:00h - Ato na Reitoria da UFPE
14:00h - Reunião do Comando de Greve
Local - Sede do SINTUFEPE
Terça-feira (25/03/2014)
09:00 - Assembleia da Categoria
Local - Sede do SINTUFEPE
Pauta:
1) Informes;
2) Avaliação;
3) Fundo de Greve
4) Eleição de Delegados ao CNG
19 março, 2014
Na UFPE os Técnicos Administrativos decidiram: AGORA É GREVE!
Durante assembleia da categoria na manhã de hoje, no Centro de Ciências da Saúde - UFPE, a decisão favorável ao início de uma paralisação por tempo indeterminado, se deu depois de exposição inicial que fundamentou os motivos políticos e econômicos para uma radicalização na relação entre trabalhadores das universidades federais e governo.
A avaliação do plenário se deu em que as condições
conjunturais estão propicias para pressionar a União pelo avanço da pauta dos
Técnicos Administrativos, pautas que não andaram conforme prometido depois da
greve de 2013. A carga horaria de 30 horas, o aprimoramento da carreira, o
reposicionamento dos aposentados, o avanço privado dentro da universidade,
essas e outras demandas, além do caráter econômico de corrosão salarial no
curto prazo, motivaram a categoria para votar favorável a greve.
Seguindo o tramite legal para garantir a lisura do
movimento, a contar de sua aprovação, tem-se 72 horas cara começar de fato a
paralisação, o que já foi definido pela assembleia que será em uma manifestação,
na próxima segunda feira, 24 de março, com concentração às 8h na frente da
reitoria da UFPE. Até lá, segue a mobilização para que esta greve seja forte e
vitoriosa. Com a Universidade Federal de Pernambuco, já se somam 39
universidades federais em greve no país.
Segue abaixo link do Facebook SINTUFEPE com as fotos da assembleia:
Greve dos Técnicos Administrativos da UFPE 2014
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