30 abril, 2015

Neste Dia do Trabalhador o Sintufepe propõe uma reflexão sobre o futuro do nosso trabalho

Em meio a ataques nos direitos históricos da classe trabalhadora, de um lado pelo Poder Executivo com as Medidas Provisórias 664 e 665 e do outro pelo Poder Legislativo, com a aprovação na Câmara de Deputados, do Projeto de Lei 4330/04, cabe a cada trabalhador questionar-se o que fazer neste 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador. Para uns tantos esse será um momento de descanso, já pra outros será um dia de reflexão e luta.

Não à toa, pois em uma conjuntura de crise os patrões dão os braços aos governos, visando jogar nas costas dos trabalhadores a conta, para garantir a alta margem no lucro de seus negócios. Aí se vê tarifaço (aumento nas contas de luz, água, transporte público, gás, produtos da cesta básica), ataque em direitos trabalhistas e demissões.

Neste 1° de Maio o que o governo federal reserva ao povo trabalhador é um forte ajuste fiscal, que corta recursos públicos em setores estratégicos do país em detrimento dos compromissos com o superávit primário. A prioridade é o interesse dos banqueiros e dos patrões, frente ao arrocho, baixos salários e ameaça constante de demissões. Para o serviço público, é o achatamento e congelamento salarial e mudança na legislação trabalhista, com vistas à flexibilização e perda da estabilidade.

Em tempos de ataques aos trabalhadores, ou estes se organizam para defender os direitos históricos ou sequer haverá o que defender e menos ainda a conquistar. O Sintufepe acredita que a resposta que deve ser ouvida neste Dia Internacional do Trabalhador é a da unidade das lutas de todas as categorias do setor público e privado, para barrar a lei das terceirizações e os ataques ao seguro desemprego e as pensões.

Eleições de segundo turno para reitor serão no dia 13 de maio

Na noite de ontem foi divulgado o resultado, com 95% dos votos apurados, do pleito para reitor da Universidade Federal de Pernambuco, que apontou a realização de um segundo turno entre os dois primeiros colocados, para definição do processo eleitoral 2015. Os professores, Anísio Brasileiro, com 44,5% dos votos e Edilson Fernandes, com 22,8%, se credenciaram para disputar uma segunda eleição que acontecerá no dia 13 de maio.

Os demais candidatos foram Daniel Rodrigues (15%), Diogo Simões (9,9%) e Maria José (4,4%). Votos brancos e nulos representaram 3,1% do total que corresponde a 43.958 eleitores aptos, entre professores, técnicos administrativos em educação e estudantes.


O segundo turno obedecerá ao mesmo formato do primeiro, com urnas eletrônicas disponibilizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral, distribuídas nos campi de Recife, Vitória de Santo Antão e Caruaru. O candidato que no segundo turno obtiver uma maioria simples de votos passará a administrar a universidade até 2019.

28 abril, 2015

Amanhã é dia de escolher o futuro reitor da UFPE

Foto: Portal NE10
Após semanas de campanha, debates e polemicas, amanhã (29) se dará nos três campi da Universidade Federal de Pernambuco, as eleições para a escolha do futuro reitor, no quadriênio 2015/2019. Disputam para o cargo máximo da universidade cinco candidatos, Anísio Brasileiro (Atual reitor), Daniel Rodrigues (Atual diretor do Centro de Educação), Diogo Simões (Departamento de Bioquímica), Edilson Fernandes (Departamento de Educação Física) e Maria José Luna (Departamento de Letras). O processo eleitoral se inicia às 9h e vai até às 21h.

Utilizando urnas eletrônicas disponibilizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral, cada segmento (docentes, técnicos administrativos e alunos) representará a proporção de 1/3 dos votos. Em caso de nenhum candidato conseguir atingir a maioria dos votos válidos nesta eleição, haverá um segundo turno já agendado para o dia 13 de maio, com a participação dos dois candidatos mais votados.

Cada eleitor, no momento do voto, deve ter em mãos um documento de identificação com foto
(RG, CNH, carteira de estudante ou crachá funcional da UFPE). Não constando o nome do eleitor na lista de votação, caberá aos mesários encaminhar o docente, TAE ou estudante para o representante da Comissão Eleitoral, em todos os campi.

Após o encerramento do pleito se iniciará a apuração dos votos e em seguida a divulgação do resultado final do processo.

Segue lista dos candidatos e seus respectivos números de chapa:

Chapa 52: Universidade Pública em Movimento
Reitor: Daniel Álvares Rodrigues
Vice-reitora: Bianca Arruda Manchester de Queiroga

Chapa 55: A UFPE que Queremos
Reitor: Diogo Ardailon Simões
Vice-reitora: Zélia Granja Porto

Chapa 56: Avançar e Inovar Mais
Reitor: Anísio Brasileiro de Freitas Dourado
Vice-reitora: Florisbela de Arruda Câmara e Siqueira Campos

Chapa 57: (Re)Pensar a UFPE
Reitora: Maria José de Matos Luna
Vice-reitor: Marcos José Vieira de Melo


Chapa 58: Somos Todos UFPE
Reitor: Edilson Fernandes de Souza
Vice-reitora: Luciana Cramer

23 abril, 2015

Lei das Terceirizações, um ataque de morte aos direitos do trabalhador


No mês de abril, a Câmara de Deputados, em sua maioria, votou favorável ao Projeto de Lei 4330/04, mais conhecido por Lei das Terceirizações. Sendo aprovada em definitiva essa lei, estarão liberados no país a desregulamentação e o fim das leis que protegem o trabalhador brasileiro, pois empresários poderão contratar indiscriminadamente empresas terceirizadas para a execução de todas as funções profissionais. A aprovação da Lei das Terceirizações representa um ataque de morte a direitos como salários justos, férias, licenças médicas, licença maternidade e outros benefícios conquistados durante a história da luta dos trabalhadores por dignidade e condições de trabalho.

Na Câmara, apenas as bancadas do PT, PCdoB e PSOL votaram unanimes contrários ao projeto de lei, revelando que a grande maioria dos parlamentares federais seguem os interesses dos patrões, pois são eles que financiam suas campanhas eleitorais, afinal, “quem paga a banda, escolhe a música”.

Agora, o congresso segue adequando a lei no senado, com vistas à sanção da presidente Dilma. Saíram do alvo empresas públicas e a administração direta (pública), mas a batalha real se trava no interesse que os empresários têm em dar fim à tese da “atividade meio e atividade fim”. A finalidade desta lei é tornar todas as funções profissionais terceirizáveis o que é extremamente prejudicial ao interesse da classe trabalhadora. O trabalhador terceirizado recebe menos, trabalham mais, permanecem menos nos empregos e estão mais expostos aos acidentes de trabalho, em comparação com os empregados diretos.

Não há como sujeitar uma história de lutas dos trabalhadores brasileiros por direitos trabalhistas ao interesse dos patrões. Se o parlamento brasileiro não representa a classe trabalhadora do país, para defender os direitos trabalhistas no congresso, então é hora dos trabalhadores irem às ruas defender os direitos com as próprias mãos.

Veja como cada Deputado Federal pernambucano votou:

Mendonça Filho (DEM) – SIM
*Carlos Eduardo Cadoca (PCdoB) – NÃO
Luciana Santos (PCdoB) – NÃO
Wolney Queiroz (PDT) - NÃO  
Kaio Maniçoba (PHS) – SIM  
*Jarbas Vasconcelos (PMDB) – NÃO
Eduardo da Fonte (PP) – SIM
Fernando Monteiro (PP) – SIM
*Raul Julgmann (PPS) – NÃO
*Anderson Ferreira (PR) – NÃO
Fernando Coelho Filho (PSB) – SIM
*Gonzaga Patriota (PSB) – NÃO
*João Fernando Coutinho (PSB) – NÃO
Tadeu Alencar (PSB) – NÃO
Silvio Costa (PSC) – SIM
*Betinho Gomes (PSDB) – NÃO
Bruno Araújo (PSDB) – SIM
*Daniel Coelho (PSDB) – NÃO
Jorge Corte Real (PTB) – SIM
*Ricardo Teobaldo (PTB) – NÃO
Zeca Cavalcante (PTB) – NÃO
Augusto Coutinho (SDD) – SIM

Todos os parlamentares grifados (*) mudaram o voto de SIM, quando foi votado o texto original, para NÃO, nesta última e definitiva votação na Câmara de Deputados Federais, após manifestações de rua e exposição pública de que esses deputados votaram contra os trabalhadores. O Projeto de Lei 4330/04 segue agora para o senado.