Com ou sem pandemia, o papel dos sindicatos e outras formas de associação dos trabalhadores é a defesa dos direitos sociais, coletivos, civis e individuais, diante da exploração da classe empresarial, margens de lucros exorbitantes e concentração de renda, entre outras características de desgoverno na sociedade burguesa. No caso do funcionalismo, as entidades de representação atuam também na defesa do acesso das demais categorias de assalariados, pequenos empreendedores, empregados e desempregados ao serviço público como um direito de todos os cidadãos e cidadãs. É obrigação do Estado prover os serviços de saúde, educação e segurança, entre outros direitos e garantias previstas no artigo sexto da Constituição Federal, como bens e serviços públicos, não como mercadorias exploradas sem controle por empresas privadas.No atual momento de crise civilizatória, acelerada pela emergência sanitária do novo Coronavírus, torna-se ainda mais evidente o papel das políticas públicas e das organizações sindicais, movimentos sociais e populares, entidades que desempenham um protagonismo fundamental e estratégico na histórica e ocultada luta entre as classes sociais. Com essas premissas, as ações solidárias e de aproximação entre agremiações classistas e instituições de apoio e organização popular são necessárias, visando exercitar a solidariedade de classe e mitigar as mazelas expostas pelo sistema de produção capitalista.
